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Alguma coisa assim


Às vezes quero sentir,
mas o sentimento não chega,
vida sem rota nem destino.
O amor chega sem aviso,
sempre encontra a paz,
lógicas da razão do ser.
Imagino coisas loucas,
os pés começam flutuar,
recordando viagens novas,
sabendo que preciso sonhar.

08 -

Escondido pelo disfarce
Os degraus não perdoam
Borboletas em gaiolas
Pouco dura a noite
Artigos perdem o gênero
Restam grãos das conversas
Lenta segue a tristeza
Segredos são revelados
Enferrujanm-se os risos

in: Analógico

Noite fria


Bebi uma dose de tristeza,
não converso sobre mim.
A solidão sempre me visita,
converso com o olhar.
Poesias iguais e distintas.
O silêncio parece ácido.
Quem me faz falta?
Tudo aparece tão frágil.
As rimas, tolas, calam.
Luzes negras na sala,
sou ainda uma ilusão.
Nunca peça versos prontos,
a razão transforma tudo,
eu sempre mudo no final.

Ar!?


Riscaram as ideias
Estranhos sonhos vagos
Ser só e enxergar
Pensar sem refletir
Invariável sentido
Raízes para o chá
Em breve o fim

vírgula!?


Indecências urbanas

Novas regras velhas
Sempre será nunca
Pregos e martelos
Incertezas óbvias
Rubricas do final
Existir e sumir

Madeira


Gosto do ser só,
responder sem pensar,
triste ou alegre,
não importa.
Novidades na rotina
são invenções antigas,
rimas desiguais.
Sabores amargos
trazidos para mim
pelos versos da ventania.